Acusados de matar delegado Oscar Cardoso serão julgados em …

Acusados de matar delegado Oscar Cardoso serão julgados em …

2 –> Manaus – A Justiça começou nesta sexta-feira (13), a julgar João Pinto Carioca, conhecido como João Branco, Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará, Diego Bruno de Souza Moldes e Messias Maia Sodré, acusados de participar da morte do delegado Oscar Cardoso Filho. O crime ocorreu em março de 2014. Do início do julgamento até o primeiro intervalo, um pouco antes das 14h, seis testemunhas foram ouvidas, duas delas confidenciais. Esta é a sexta vez que a Justiça tenta julgar esses réus na Ação Penal nº 0232023-39.2014.8.04.0001.

Das 15 testemunhas arroladas pela acusação e defesa, 12 compareceram ao Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, onde acontece o julgamento. A previsão é que o julgamento se estenda pelo fim de semana. O juiz de Direito Rafael Cró Brito, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, está presidindo os trabalhos e quatro promotores estão atuando neste júri – Laís Freitas, Edinaldo Medeiros, Geber Mafra e Igor Starling. A participação dos réus é presencial, com exceção do acusado João Pinto Carioca, que será interrogado por meio de videoconferência, uma vez que encontra-se no presídio federal de Catanduvas, interior do Paraná. 

Outro réu no caso, Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, foi condenado na primeira sessão do julgamento ocorrido em agosto do ano passado. Ele, acusado de fornecer o veículo usado no crime, pegou 5 anos, 6 meses e 15 dias de pena por associação criminosa e ocultação de bem ilícito. Como já tinha ficado preso por três anos, o restante da pena foi colocado em regime aberto.

Segundo o Ministério Público, João Branco teria planejado a morte do delegado Oscar na tentativa de se vingar de quem havia participado de suposta tortura e estupro de sua companheira, e acreditava que o delegado, que fazia parte de um força tarefa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), estaria envolvido. Oscar Cardoso foi executado com 18 tiros no dia 9 de março de 2014, quando estava numa peixaria, localizada no bairro de São Francisco, zona Sul de Manaus.

“É necessário que se veja todas as possibilidades. Nunca foi desprezado que os projéteis recolhidos na cena do crime partiram de um lote comprado pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. Todavia, essa investigação foi feita e demonstrou que não havia elementos suficientes para apontar qualquer que fosse a participação de um elemento da Segurança Pública nesse crime”, avaliou.

Os réus estão sendo julgados pelos crimes de associação criminosa e homicídio doloso, por motivo torpe, meio cruel e por impossibilidade de defesa da vítima. 

O narcotraficante João Pinto Carioca, conhecido como "João Branco", foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado e associação armada no caso do assassinato do delegado Oscar Cardoso, morto em março de 2014. A sentença foi dada no início da madrugada deste sábado (14) no Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Seis testemunhas do caso Oscar Cardoso já foram ouvidas em Manaus

Leia também: Ele era o carinho da família, diz irmã de PM assassinado em Manaus

Segundo a acusação, a motivação do assassinato de Oscar Cardoso seria um suposto envolvimento do delegado no sequestro e estupro da esposa do narcotraficante João Branco, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN). De acordo com a acusação, João Branco deu a ordem para matar Oscar como vingança pelo o que o delegado teria feito com a esposa dele.

A  declaração das testemunhas começou com o depoimento de uma testemunha confidencial e, atendendo a pedido desta, o juiz determinou o esvaziamento do plenário. Também foi ouvida mais uma testemunha confidencial, que prestou depoimento usando balaclava (gorro que cobre totalmente a cabeça, pescoço e ombros). Dois policiais militares participaram dos depoimentos.

Promotores garantem que provas condenam João Branco e trio por morte de delegado

Outra testemunha, o delegado Paulo Roberto Martins, que atuava à época na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), foi o último a depor na primeira parte do julgamento e narrou com detalhes os fatos contidos na investigação policial, desde o planejamento do crime, a execução, a ocultação de provas, a fuga dos réus, as prisões e os depoimentos prestados à polícia.

Os réus Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, e Diego Bruno de Souza Moldes foram condenados a 25 anos e 11 meses. O quarto réu, Messias Maia Sodré, foi condenado a 21 anos e quatro meses. Assim como João Branco, todos cumprirão suas penas em regime fechado e pelos crimes de homicídio qualificado e associação armada.

De acordo com os autos do processo, João Branco teria planejado o crime de dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Os quatro réus, além de mais dois participantes que foram posteriormente assassinados, teriam utilizado um veículo Fiat Siena branco para efetuar o crime que depois foi incendiado na tentativa de ocultar a prova.

O advogado de defesa Maurício Neville, que no currículo estão as defesas de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, em 2002, e Luiz Fernando da Costa, Fernandinho Beira-Mar, líder da facção criminosa Comando Vermelho, declarou que vai recorrer da sentença.

Júri popular condena réu a 20 anos em regime fechado

Após o depoimento do delegado, o juiz determinou o primeiro intervalo no júri. À tarde, está previsto o depoimento de mais seis testemunhas. Dependendo do horário, o juiz poderá iniciar o interrogatório dos réus ainda nesta sexta-feira (13).

O promotor Edinaldo Medeiros, que atuou na acusação, disse que a sentença atendeu as expectativas do Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) e comentou o argumento utilizado pela defesa para tentar inocentar os condenados.

O júri desses quatro réus envolve o trabalho de 78 servidores, entre magistrado, promotores de Justiça, servidores do Judiciário, oficiais de Justiça, além de policiais militares e federais – estes devido à escolta do réu Marcos Roberto Miranda da Silva, o Marcos Pará, que está preso no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e foi intimado a comparecer ao julgamento.

O Conselho de Sentença é composto de sete jurados, sorteados um pouco antes do início do julgamento, e que decidem a culpabilidade ou não dos réus.

Adolescente vendia drogas para bancar namorado traficante preso, no AM 

Sob ameaça, mulher é feita refém ao tentar sair de casa em Manaus 

Julgamento de João Branco deve se estender até o fim de semana em Manaus

71% dos casos de sarampo são identificados em crianças de até 5 anos

O ajudante de serralheiro Diego Barbosa de Souza foi absolvido do crime de homicídio por júri popular na tarde desta sexta-feira (13) em Campo Grande. O jovem de 26 anos foi a julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri pela morte de Jhonatah Daniel da Silva, em março de 2014, no Jardim Campo Nobre.

Foi julgada e também absolvida pelo tribunal, Jéssica Alves de Souza, de 26 anos, mulher de Jhonatah. Segundo a denúncia do MPE (Ministério Público Estadual), no dia 2 de março daquele ano, motivado por uma discussão anterior, o casal tentou matar Diego Barbosa a tiros, no entanto, a arma falhou.

Testemunha de julgamento de João Branco diz que delegado não cometeu crimes que motivaram assassinato no AM

Após a tentativa frustrada, Diego entrou em sua residência, armou-se com uma faca e golpeou Jhonatah, que não resistiu aos ferimentos. Enquanto o ajudante de serralheiro foi indiciado por homicídio. Jéssica foi denunciado por tentativa de homicídio, já que teria incentivado o marido a atirar.

Durante o julgamento, a defesa dos dois suspeitos pediram a absolvição dos clientes. A de Diego alegando legítima defesa e violenta emoção e a de Jéssica, falta de provas. O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos também defendeu a liberdades dos réus.

Policial preso junto com delegado Oscar diz que recebeu telefonema anunciando morte

O conselho de sentença, por maioria dos votos, seguiu a tese da defesa e inocentou Diego e Jéssica.

Related posts